{"id":1666,"date":"2024-11-07T18:59:20","date_gmt":"2024-11-07T21:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/extremidades.art\/x\/christinemello\/?p=1666"},"modified":"2024-11-07T19:06:21","modified_gmt":"2024-11-07T22:06:21","slug":"abordagem-das-extremidades-entre-linguagens-e-mundos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/extremidades.art\/x\/christinemello\/2024\/11\/07\/abordagem-das-extremidades-entre-linguagens-e-mundos\/","title":{"rendered":"Abordagem das extremidades: entre linguagens e mundos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Christine Mello<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Novembro 2024<\/p>\n\n\n\n<p>Em um mundo em crise planet\u00e1ria, em tempos extremos, a <strong><em>abordagem das extremidades<\/em><\/strong>, por mim desenvolvida desde 2004, compreende um instrumental de leitura de obras art\u00edstico-midi\u00e1ticas. Trata-se de atividade cr\u00edtica decorrente da an\u00e1lise de processos culturais, art\u00edsticos e midi\u00e1ticos bem como das rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre eles, dando \u00eanfase \u00e0 produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o normativa, de \u00edndole experimental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma era associada a cont\u00ednuos deslocamentos, \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o e \u00e0 incerteza, a escrita da cr\u00edtica \u00e9 ativada por esse instrumental de leitura como experimento, na tentativa de produzir situa\u00e7\u00f5es de risco no que diz respeito a leituras de trabalhos em tr\u00e2nsito, lim\u00edtrofes e inst\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da an\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es entre arte e linguagens midi\u00e1ticas, passei a adotar o entendimento de que, no contexto atual, marcado pela profunda crise do capitalismo global, ambiental e do Antropoceno, o signo das extremidades se faz presente no cotidiano concreto, n\u00e3o podendo ser considerado, portanto, um estado de exce\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do signo das extremidades, que pr\u00e1tica da cr\u00edtica \u00e9 poss\u00edvel constituirmos diante de tal plano de realidade cotidiana?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ampliei, desse modo, o campo de leitura da abordagem das extremidades para problemas cont\u00ednuos da sociedade, no que diz respeito a esfera p\u00fablica, aos agenciamentos coletivos e \u00e0s intersec\u00e7\u00f5es entre o \u00e2mbito macropol\u00edtico e micropol\u00edtico, relacionados \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o e incerteza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua atualidade, a abordagem das extremidades procura questionar as epistemologias hegem\u00f4nicas predominantes, colocando o foco das discuss\u00f5es de pesquisa nos fen\u00f4menos que suscitam outros atravessamentos. Implica, portanto, considerar um tipo de abordagem que descentraliza o pensamento predominante, frequentemente euroc\u00eantrico e colonial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de contribuir para o debate sobre o estado da cr\u00edtica relacionado \u00e0s intersec\u00e7\u00f5es entre arte e pr\u00e1ticas midi\u00e1ticas, essa abordagem introduz, dessa forma, poss\u00edveis modos de leitura cr\u00edtica na contemporaneidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Observa, para tanto, a\u00e7\u00f5es lim\u00edtrofes entre as extremidades das linguagens e o extremo dos mundos, que possuem a capacidade de ressignificar, em especial, pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0s redes audiovisuais, ao cinema, \u00e0 performance e \u00e0 arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de uma metodologia de an\u00e1lise, mas um jogo de leitura, que leva em conta processos intersubjetivos, em que o \u201c<em>leitor<\/em>\u201d entra em contato com a obra a partir das suas pr\u00f3prias viv\u00eancias e deslocamentos, estabelecendo, com isso, processos descentralizados de posicionamento e implica\u00e7\u00e3o com a obra em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem das extremidades elege, assim, a pot\u00eancia do negativo sob a forma de deslocamento do campo de observa\u00e7\u00e3o para o lugar das extremidades, buscando, com isso, fazer com que o \u201c<em>leitor<\/em>\u201d tensione o objeto de<em> um outro lugar<\/em>, a fim de dar a ver o estado cr\u00edtico da obra, suas problematiza\u00e7\u00f5es e transversalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Como um jogo de leitura, um processo de media\u00e7\u00e3o e uma estrat\u00e9gia de lan\u00e7ar quest\u00f5es em torno ao objeto em an\u00e1lise, esta abordagem solicita ao \u201c<em>leitor<\/em>\u201d a quebra de refer\u00eancias est\u00e1veis no campo observacional, o deslocamento de posi\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas para o lugar das extremidades, ativando, com isso, perguntas como: <strong>no \u00e2mbito da sociedade do s\u00e9culo XXI, de que modo as extremidades acontecem na obra em an\u00e1lise, nas linguagens e na realidade social?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como operador conceitual de leitura, oferece tr\u00eas vetores de an\u00e1lise baseados em procedimentos de ordem art\u00edstico-comunicacional: a <strong><em>desconstru\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, a <strong><em>contamina\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> e o <strong><em>compartilhamento<\/em><\/strong>, que inferem a pot\u00eancia do negativo e, como pontas extremas, tensionam o objeto em an\u00e1lise, promovendo perguntas como: <strong>entre linguagens e mundos, o que est\u00e1 sendo desconstru\u00eddo, contaminado e compartilhado no trabalho? De que modo?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a \u00e9tica-est\u00e9tica-po\u00e9tica da condi\u00e7\u00e3o das extremidades presente no trabalho em an\u00e1lise?&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com tais tipos de quest\u00f5es, este modo de abordar busca oferecer um instrumental de leitura capaz de posicionar o leitor cr\u00edtico diante de estados de crise, inst\u00e1veis, lim\u00edtrofes e indeterminados, a partir dos quais as pr\u00e1ticas das extremidades das linguagens e do extremo dos mundos coexistem e se fazem presentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de tal experimento de leitura, posiciono como principal desafio pensar as extremidades como uma situa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da vida, desafio esse que diz respeito a vivermos no inst\u00e1vel, no inconstante, diante de uma sociedade organizada pelo \u00f3dio e pela desigualdade, por guerras ininterruptas, pela degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente, pelas viol\u00eancias de ra\u00e7a, classe, g\u00eanero e sexo, pelas crises e polariza\u00e7\u00f5es, pelo ultraliberalismo, pela plataformiza\u00e7\u00e3o do capitalismo, pelo capitalismo cognitivo, pelos sistemas algor\u00edtmicos e pela intelig\u00eancia artificial, nos agenciamentos humanos e n\u00e3o humanos, nos neofascismos, nos deslocamentos e tensionamentos extremos em que a experi\u00eancia vital se movimenta na atualidade, que exigem quebras de paradigmas e ressignifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata, portanto, de um tipo de instrumental de leitura em desconex\u00e3o com a viol\u00eancia patriarcal, colonial, ambiental, racial, de g\u00eanero e sexo. Trata-se de abordar, de forma inter-relacionada, uma discuss\u00e3o que n\u00e3o dissocia a realidade do objeto em an\u00e1lise, n\u00e3o o separa, n\u00e3o o torna espec\u00edfico. Ao contr\u00e1rio, ao perguntar <strong>\u201c<\/strong><strong><em>que lugar de extremidade \u00e9 esse?\u201d<\/em><\/strong><strong>, <\/strong>tem como ponto de partida da cria\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise a ideia de cr\u00edtica conectada com o seu entorno, aberta para leituras indeterminadas, assim como as desconstru\u00e7\u00f5es, contamina\u00e7\u00f5es e compartilhamentos dos regimes \u00e9tico-est\u00e9tico-po\u00e9ticos das extremidades presentes em tais realidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da abertura \u00e0 pluralidade de seus modos de observa\u00e7\u00e3o, por meio de estudos de casos e leituras cr\u00edticas, a abordagem das extremidades diz respeito, dessa maneira, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises <em>com<\/em> as extremidades e n\u00e3o <em>sobre<\/em> elas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201cextremidade\u201d utilizado para a cria\u00e7\u00e3o desse conceito operacional de leitura \u00e9 derivado da medicina milenar chinesa e de seus m\u00e9todos terap\u00eauticos, como a acupuntura, a reflexologia e o Do-In. Na perspectiva oriental, \u201cas extremidades do corpo possuem a habilidade de nos colocar em contato e nos fazer apreender simultaneamente os \u00f3rg\u00e3os do corpo de forma descentralizada e interligada\u201d (Mello, 2017a, p. 14). Acionam, portanto, uma rede de rela\u00e7\u00f5es na an\u00e1lise de linguagens e pr\u00e1ticas interconectadas em um mesmo organismo, processo, obra e sistema-mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos vinte anos (2004-2024) em que vem sendo constru\u00edda, a abordagem das extremidades busca contribuir com o campo dos instrumentais de an\u00e1lise, produzindo aproxima\u00e7\u00f5es cr\u00edticas com os regimes \u00e9tico, est\u00e9tico e po\u00e9tico das experi\u00eancias das extremidades, relacionados \u00e0s intersec\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas art\u00edsticas, midi\u00e1ticas e pol\u00edticas com a vida. Tem, para tanto, como princ\u00edpio, tr\u00eas dimens\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o inter-relacionadas: 1) o campo observacional das extremidades; 2) o operador conceitual das extremidades; e 3) os procedimentos das extremidades <em>desconstru\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>contamina\u00e7\u00e3o<\/em> e <em>compartilhamento<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O pensamento das extremidades articulado segundo essa abordagem relaciona campos n\u00e3o oponentes, mas complementares. \u00c9 utilizado como atitude de deslocamento do campo observacional. Diz respeito a pensar a partir de um lugar descentralizado, tensionado, como zonas-limite, interconectadas em diversas pr\u00e1ticas culturais, art\u00edsticas e midi\u00e1ticas da atualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a leitura das pr\u00e1ticas culturais, art\u00edsticas e midi\u00e1ticas implica posicionar a an\u00e1lise das obras esteticamente de um outro lugar. Em nosso caso, diz respeito a observ\u00e1-las por meio do pensamento das extremidades, nos deslocamentos e tensionamentos existentes entre a esfera das linguagens em seus estados lim\u00edtrofes e o extremo dos mundos e realidades, tendo como pressuposto destacar as ressignifica\u00e7\u00f5es que produzem.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos estudos vigentes da abordagem das extremidades, \u00e9 poss\u00edvel encontrar, portanto, articula\u00e7\u00f5es da \u201cpot\u00eancia viva dos atravessamentos do mundo\u201d (Mello, 2023, p. 29) com a no\u00e7\u00e3o de \u201cextremo dos mundos\u201d, a partir da qual opero hoje em dia esse recorte anal\u00edtico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como experimento cr\u00edtico, trata, em especial, de poss\u00edveis caminhos para o exerc\u00edcio da cr\u00edtica das redes audiovisuais, de cinema, da performance, de arte, entre outros lugares da cr\u00edtica atual que buscam falar de pr\u00e1ticas em crise, atravessadas por procedimentos comunicacionais, art\u00edsticos e conceituais como os da desconstru\u00e7\u00e3o, contamina\u00e7\u00e3o e compartilhamento.&nbsp;Desde 2019, os conceitos relacionados \u00e0 abordagem das extremidades estruturam tamb\u00e9m as sess\u00f5es, os conte\u00fados e a linguagem da plataforma digital Extremidades (<a href=\"https:\/\/www.extremidades.art\">https:\/\/www.extremidades.art<\/a>) e da <em>PLATAFORMA EXTREMIDADES:&nbsp;Uma pol\u00edtica de pesquisa em rede <\/em>(<a href=\"https:\/\/www.extremidades.art\/plataforma-de-pesquisa\/\">https:\/\/www.extremidades.art\/plataforma-de-pesquisa\/<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}\">&nbsp;<\/span><b><span data-contrast=\"auto\">Abordagem das extremidades: 2004 \u2013 2024<\/span><\/b><\/li>\n<\/ol>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.extremidades.art\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Extremidades-do-Video-e1728446825285.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2841\" style=\"width:339px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><span data-contrast=\"none\">Figura 1: Capa do livro Extremidades do V\u00eddeo (Fonte: Christine Mello, 2008).&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-resized is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.extremidades.art\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/dt-h360.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2624\" style=\"width:341px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><span data-contrast=\"none\">Figura <\/span><span data-contrast=\"none\">2<\/span><span data-contrast=\"none\">: Capa do livro Di\u00e1logos transdisciplinares: arte e pesquisa (Fonte: Livro organizado por Gilbertto Prado, Monica Tavares e Priscila Arantes, 2016).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:2,&quot;335551620&quot;:2,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.extremidades.art\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Em-Branco-3-Paineis-Retratos-Quadrinhos-e1728448597961.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2853\" style=\"width:740px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><span data-contrast=\"none\">Figura 3: Capas dos livros <\/span><i><span data-contrast=\"none\">Extremidades Experimentos Cr\u00edticos<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\"> do Selo &#8211; Cole\u00e7\u00e3o Extremidades. (Fonte: Arquivo Extremidades, 2024)<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:2,&quot;335551620&quot;:2,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.extremidades.art\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Print-site-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2845\" style=\"width:731px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><span data-contrast=\"none\">Figura 4: Reprodu\u00e7\u00e3o da tela inicial da Plataforma Extremidades Online do Grupo de Pesquisa Extremidades. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><span data-contrast=\"none\">(Fonte: <\/span><a href=\"http:\/\/www.extremidades.art\/\"><span data-contrast=\"none\">www.extremidades.art<\/span><\/a><span data-contrast=\"none\">)&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.extremidades.art\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Print-site-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2846\" style=\"width:749px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><span data-contrast=\"none\">Figura 5: Reprodu\u00e7\u00e3o da tela inicial da Plataforma Pesquisa do Grupo de Pesquisa Extremidades. (Fonte: <\/span><a href=\"http:\/\/www.extremidades.art\/plataforma-de-pesquisa\"><span data-contrast=\"none\">www.extremidades.art\/plataforma-de-pesquisa<\/span><\/a><span data-contrast=\"none\">).<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:2,&quot;335551620&quot;:2,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335559740&quot;:276}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christine Mello Novembro 2024 Em um mundo em crise planet\u00e1ria, em tempos extremos, a abordagem das extremidades, por mim desenvolvida desde 2004, compreende um instrumental de leitura de obras art\u00edstico-midi\u00e1ticas. 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