@biarritzzz

Imagem e texto: Pivô

Imagem: Pivô

Artista transmídia, biarritzzz nasce no Ceará (1994) e cresce em Recife, desenvolvendo desde criança o fascínio pelas imagens em movimento, o mundo da internet e a cultura pop e digital. Brinca com esse universo investigando as problemáticas dos corpos e mentes dissidentes nas novas mídias, as políticas do meme, as linguagens e criptografias dessas ferramentas de poder. Pensa o virtual e suas interseccionalidades com o mágico, o invisível e suas feitiçarias na disputa pela construção de narrativas. Hoje sua pesquisa busca fugir de um fatídico carimbo “afrofuturista” para pensar suas outras ancestralidades ameríndias, e discutir realidades que sempre dizem mais sobre o presente e o passado, do que sobre um obsoleto e programado futuro.

Seus GIFs e filtros são usados por milhares de pessoas e carrega parcerias e colaborações com Cássio Bomfim, Cristiano Lenhardt, Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Mahal Pita, Novíssimo Edgar, além de fazer parte dos agrupamentos Nacional Trovoa, Vampiras Veganas (Print TV), Aqualtune Produções e Batekoo Recife. Participou da residência Al-Zurich em Quito, 2018, com o projeto “¿Dónde Están Mis Diosas?”, sendo a única representante brasileira daquele ano, e faz parte do acervo permanente do SPAMM (Supér Moderne Art MuseuM).

Imagem: Pivô Satélite

B.I.A – [email protected] feat. Mun Há e Deize Tigrona

Vídeo: Instituto Moreira Salles

B.I.A. – [email protected] feat. Mun Há e Deize Tigrona é o primeiro clipe do álbum EU NÃO SOU AFROFUTURISTA, lançado em agosto pela plataforma Satélite, do Pivô Arte e Pesquisa. Neste clipe e música, biarritzzz parodia a música da M.I.A., “XXXO”, de 2010.
Dez anos depois, a artista faz uma releitura da letra e clipe que discutem pornografia online e, em sua visão, masculinidade tóxica, numa versão atual que coloca em jogo, assim como a original, estética de internet e sexualidade, porém dessa vez abordando a complexidade das questões de gênero nessa segunda década do século XXI: neutralidade de gênero, não binarismo, transexualidade e sexualidades dissidentes.
Para isso, biarritzzz, assinando como B.I.A., convida Mun Há, cantora não binárie de ritmos eletrônicos do nordeste, e Deize Tigrona, pioneira absoluta do funk proibidão carioca, e parceira na BATEKOO, selo e movimento LGBTQIA+ negro no qual também colabora há 3 anos.
Também participam do clipe, realizado a partir do apoio do Instituto Moreira Sales, através do Programa Convida, Lorenzo e Cidjinha, que colaboram a partir de suas casas. Essa produção em meio à quarentena ainda conta com as talentosas Ariana Nuala e Mariana Souza, que assinam o figurino, além de Tiago Lima, que dirige a fotografia. Os beats foram produzidos por Henrique Falcão, que também produz 8 músicas do álbum.
Sua mãe, Eliene Soares, reproduzindo um ritual que não faziam desde a adolescência, alisa seu cabelo, porém agora superando um trauma de reproduzir uma branquitude forçada, para, outrossim, se caracterizar de uma mulher de origem Srilankesa: a própria M.I.A., ou Maya Arulpragasam.

B.I.A. – [email protected] feat. Mun Há e Deize Tigrona
Produção musical: Henrique Falcão
Composição: biarritzzz, Mun Há e Deize Tigrona
Masterização: Bernardo Guimarães
Concepção, direção e edição: biarritzzz
Direção de fotografia e luz: Tiago Lima
Figurino e caracterização: Ariana Nuala e Mariana Souza
Assistente de set: Maria Luiza Falcão
Cabelo: Eliene Soares
♥ Com a participação de: Lorenzo e Cidjinha ♥

Agradecimentos: Rafael Nascimento, Catarina Falcão, Esther Blkgrlm4gic

Fonte do Texto: Instituto Moreira Salles Convida

Pivô Entrevista

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